quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O Exorcismo de Anneliese Michel


Aposto que muitos de vocês já assistiram um filme de terror chamado "O Exorcismo de Emily Rose", certo? O filme mostra o caso de Emily Rose, a sua possessão pelo demônio e a luta dela para tentar se livrar dele. É um filme com cenas fortes para quem não está acostumado. Mas a história fica ainda mais sombria quando se adiciona a ela o fato de que o filme é na verdade baseado numa história real.



O filme se baseia na história da jovem Anneliese Michel, jovem católica, que acreditava ter sido possuída por pelo menos 6 demônios. Por essa possessão, ela sofreu uma série intensa de sessões de exorcismo pelos padres Ernest Alt e Arnold Renz em 1975 e 1976.






Anneliese fez uma peregrinação a San Damiano com um bom amigo da família, Thea Hein, que regularmente organizava peregrinações para "lugares santos" não reconhecidos oficialmente pela Igreja Católica. Como Anneliese era incapaz de passar por um crucifixo e se recusava beber a água de uma nascente sagrada, seu acompanhante concluiu que ela estava sofrendo de possessão demoníaca. Tanto Anneliese quanto sua família se convenceram de que ela estava realmente possuída e consultaram vários sacerdotes, pedindo um exorcismo. Os sacerdotes se recusaram, recomendaram a continuação do tratamento médico e informaram à família que para a realização de exorcismo era necessária a permissão de um bispo. Eventualmente, em uma cidade próxima, se depararam com vigário Ernst Alt, que, depois de ver Anneliese, declarou que ela não "parecia uma epiléptica" e que ele não a via tendo convulsões. Ele acreditava que a menina estava sofrendo uma possessão demoníaca.1 Alt pediu ao bispo para permitir um exorcismo. Em setembro de 1975, o bispo Josef Stangl concedeu uma permissão ao Padre Renz para exorcizar Anneliese de acordo com o Rituale Romanum de 1614,1 mas ordenou total sigilo sobre o caso. Renz realizara a primeira sessão em 24 de setembro.



Uma vez convencidos de sua possessão, Anneliese, seus pais e os exorcistas pararam de procurar tratamento médico e colocoram seu destino nas mãos apenas dos ritos de exorcismo. Sessenta e sete sessões de exorcismo, uma ou duas por semanas, com duração de até quatro horas, foram realizadas durante cerca de 10 meses em 1975 e 1976. Em algum momento, Michel começou a falar cada vez mais sobre a morte para expiar a juventude rebelde do dia e os padres apóstatas da igreja moderna e se recusou a comer. A pedido da própria Anneliese, os médicos não estavam mais sendo consultados.
Em 1 de julho de 1976, Anneliese morreu durante o sono. O relatório da autópsia indicou a causa da morte foi desnutrição e desidratação de quase um ano de semi-inanição, enquanto os rituais de exorcismo eram realizadas.



Algumas das gravações das sessões de exorcismo estão espalhadas pela internet. A voz de Anneliese não é algo que pareça humano. É uma voz esganiçada, gutural e sofrida. Em vários momentos da gravação é possível ouvir Anneliese brigando consigo mesma, como se fosse um demônio brigando com o outro. Eu não encontrei a gravação com legendas em português, mas encontrei com legendas em inglês. Quem quiser e tiver coragem de ouvir, eu recomendo que faça alguma prece antes, porque mesmo que você não esteja lá no lugar onde aconteceu, você irá ouvir entidades que são malignas e que podem estar vagando por aí. Ouvir algo assim tende a chamar entidades relacionadas, entidades que gostam da dor, do sofrimento e de coisas negativas. Se você não acredita, faça uma prece mesmo assim. É importante. Não vai te fazer mal.

São 10 áudios. Vou postar aqui apenas 1, o primeiro.


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